Archivos da paixão
terça-feira, outubro 19, 2004
 
FRASES (1)
"No entanto, em vez de centrar as suas preocupações na escola, em dar-lhes condições para terem lideranças fortes e corpos docentes estáveis, em ajudá-las a melhorar e a conhecer as melhores práticas, o Ministério faz exactamente o contrário ao, por exemplo, centralizar a colocação de professores e fazer das suas carreiras um rali aleatório pelo país que só acaba quando o professor chega à escola que deseja, um sistema totalmente centrado nos interesses dos professores e desfocado das necessidades das escolas."

José Manuel Fernandes, Público, 2 Out 2004

***

"Não basta ser-se do partido do Governo, é preciso aparecer como porta-voz do pensamento do Governo. O que a médio prazo pode levar à esquizofrenia, dado que o Governo tem em si pensamentos diversos, e o próprio Santana Lopes pensa coisas diferentes no mesmo dia (o que mostra como é um espaço de liberdade e pluralismo)".

Eduardo Prado Coelho, Público, 7 Out 2004

***

"A escola não pode ser um espaço de passagem das carreiras individuais dos professores, uma soma de horários, em que depois, numa espécie de jogo nacional, se afectam professores. Isto viola a noção de corpo docente, de uma equipa de pessoas que trabalham em conjunto, com motivação e estabilidade."

Valadares Tavares, Público, 2 Out 2004

segunda-feira, outubro 18, 2004
 
Adenda a PMFs: Como alterar o nome com que "assino" os meus posts?
[11.] Como proceder para alterar, no meu Perfil, o nome com que assino os meus posts?
[11.1] Para alterar o nome que surge no rodapé dos posts, e que efectivamente funciona como assinatura de autoria, preciso de entrar no Perfil e alterar um dos seus items.
[11.2] Começo, obviamente, por entrar no blogue [paixão da educação] ou neste mesmo, os [Archivos da paixão].
[11.3] Procuro na coluna da direita o botão de I Power Blogger (que se encontra no final) e clico sobre.
[11.4] Abre-se a página de acesso que me pede, como habitualmente, o Username e a Password - depois de as escrever nos respectivos campos faço enter ou clico em Sign In.
[11.5] Abre-se nova página; na coluna da direita, um pouco dissimulado entre diversa informação, encontra-se um link para Edit Profile - clicar sobre.
[11.6] Ao longo da página encontramos diversos dados, agrupados em categorias - procurar IDENTITY.
[11.7] No campo de Display Name (the name used to sign your blog) está um nome que aparece sempre no final dos seus post - para o alterar basta escrever novo nome.
[11.8] Depois de alterar o nome descer até ao fundo e clicar em Save Profile para que o sistema assuma o novo nome.
[11.9] Posso sair do blog ou voltar ao espaço de edição de posts, clicando em Back to Dashboard.
[11.10] A partir do momento em que fiz Save todos os meus blogues, a que acedo no sistema do Blogger através deste Username e da Password, verão a minha assinatura alterada; o processo, obviamente, é reversível.

sexta-feira, outubro 15, 2004
 
Leituras em dia (1)


Novos caminhos para a liderança escolar, Thomas J. Sergiovanni, Edições ASA, colecção em foco, Porto, 2004

"Para que as escolas funcionem bem, precisamos de teorias de liderança que reconheçam a capacidade que os pais, professores, membros dos orgãos administrativos e alunos têm de sacrificar as suas necessidades em nome de causas em que acreditem. Precisamos de teorias de liderança que reconheçam que os pais, professores, membros de orgãos administrativos e alunos têm mais capacidade de tomar decisões baseadas em valores do que em decisões individuais. Em vez de agir de forma calculista e individual, baseada no interesse próprio, devemos reconhecer que as pessoas reagem a normas, valores e crenças que definem a qualidade de vida conjunta do grupo que lhes dá significado e importância." (p. 37)

 
Somos todos reféns...


[cartoon de António; Expresso, 9 de Outubro]

segunda-feira, outubro 11, 2004
 
Em Defesa e Contra os Rankings
Quando se deslocou na passada quarta-feira, dia 6, à Assembleia da República, a senhora ministra da educação manifestou algumas reservas relativamente ao modo como os rankings são elaborados, nomeadamente no que se refere à identificação precisa das "piores" escolas; falou, inclusive, num certo "exercício de sadismo" que "pretende evitar no futuro". Afirmou também que a qualidade do ensino não depende simplesmente da natureza privada ou pública das escolas. As declarações de Maria do Carmo Seabra são sensatas e parecem, até, engrossar o argumentário dos que contestam a validade das listas publicadas recentemente.

Quem tiver lido com cuidado os suplementos dos jornais reconhecerá que as entidades responsáveis pelo tratamento da informação e os jornalistas que trabalharam os resultados procuraram atenuar alguns óbvios factores de distorção dos dados em bruto. Escolhendo considerar apenas as disciplinas com mais inscritos a nível nacional (8 no caso do Público, 14 no caso do Diário de Notícias), excluindo das estatísticas escolas com um baixo número de provas, não considerando para efeito de rankings parciais de disciplinas aqueles casos em que tiveram lugar, por escola, menos de 15 ou de 10 provas, relativizando os resultados em função de outros factores susceptíveis de provocarem distorção na lista final. A opção editorial de elaborar um ranking implica sempre muitas decisões técnicas e não pode iludir a natureza um pouco aleatória dos resultados. Foi o que aconteceu e ficou bem explícito nos textos publicados. Falta agora - e esse trabalho é nosso e das nossas escolas - virá-los literalmente do avesso. Apesar de ser mais tentador (e dar menos trabalho) manter sobre esta questão uma distância um pouco afectada e sobranceira, assobiando para o lado, como alguns profesores fazem, é mais racional trabalhar os resultados... porque simplesmente eles estão aí, à disposição de quem quiser utilizá-los como arma de arremesso.


O ranking do ministério

Aliás o ministério não publica rankings, apenas fornece os dados em bruto relativos aos resultados dos exames nacionais do 12º ano. E a disponibilidade destes dados é um direito que os pais, os alunos, as escolas e a sociedade em geral não podem ver negados no início de cada ano. José Manuel Fernandes, num editorial de sábado passado, dizia mesmo que "impedir a publicação dos "rankings" é ilegal". Aquilo que os jornais fazem com esses dados não nos pode ser indiferente, nem isento de críticas, mas é da sua responsabilidade e envolve decisões de ordem editorial. Podemos não apreciar os rankings, mas não podemos esperar que eles acabem apenas porque nós, professores, ou nos cremos investidos de uma autoridade particular neste capítulo ou julgamos que os seus efeitos são nefastos para a escolas. Os resultados devem ser públicos, os rankings, bons ou maus, estão aí. Mesmo que não agradem nem sequer à senhora ministra.

O ex-ministro da educação Couto dos Santos, favorável à sua divulgação, defendeu, num texto publicado no caderno do DN dedicado ao assunto a 2 de Outubro, que só o ministério deve "fazer" rankings, tal como acontece em Inglaterra e em França. Nestes países, o Ministério não fornece os dados em bruto mas define critérios rigorosos a partir dos quais elabora uma lista de escolas que distribui pela comunicação social: "Num modelo como o inglês, todos os jornais publicam a mesma avaliação das escolas e os responsáveis vão querer melhorar o seu ranking." O ex-ministro reconhece, no entanto, que o modelo português é susceptível de grandes "enviesamentos". Considerar apenas as notas de exames, excluindo indicadores sobre o percurso do aluno na escola, não garante rigor na avaliação. Por outro lado as escolas técnicas trabalham com alunos cujo objectivo é terminar o secundário, com vista a entrar no mercado de trabalho. Dificilmente os resultados alcançados por estes alunos poderá atingir os de outras escolas com outras condições e com objectivos bem distintos. "Elaborar rankings apenas com base nas notas de exames", reconhece Couto dos Santos, "não traduz o que efectivamente se passa nas escolas". E o que se passa nas escolas, e em redor delas, ajuda muito substancialmente a explicar os resultados que se manisfestam na secura dos rankings.


A Avaliocracia

Do outro lado, Manuela Terraseca, professora da Faculdade de Ciências da Educação da Universidade do Porto, também no caderno do Diário de Notícias de 2 de Outubro, manifesta-se liminarmente contra a publicação de listas ou rankings. Considera que "avaliação de escolas e rankings de escolas são coisas completamente diferentes", sem qualquer ponto de contacto. As listas, como também lhes chama, são 'simplistas' e 'pouco relevantes', resultando de uma mera contabilidade. Manuela Terraseca resume: "Eis porque considero que a publicação de listas de escolas ordenadas a partir dos resultados dos exames dos alunos é demagógica nos seus propósitos, pouco científica nos seus procedimentos e profundamente negativa nas suas consequências."

A mesma professora considera que os propósitos da escola são desviados do que é essencial por via da 'competição desenfreada', do 'individualismo extremo' e da 'imedediaticidade' com que se passa a encarar o processo educativo. O principal efeito negativo para as escolas, da publicação dos rankings, "consiste no risco de [estas] se sentirem "empurradas" para a valorização exclusiva dos conteúdos disciplinares, que o excessivo protagonismo concedido aos exames as remeta para estratégias defensivas, em detrimento da formação holística das pessoas, das crianças e jovens".

Sãos bons argumentos e tocam em aspectos essenciais, mas esta posição também me parece, em si mesma, excessivamente defensiva. Podemos contestar a legitimidade de fazer análises sobre as avaliações dos exames, para retirar daí uma avaliação da própria escola. Até porque uma escola não se esgota na sua dimensão curricular. Mas ao mesmo tempo que fazemos essa crítica não recusamos a avaliação dos alunos na rotina dos processos avaliativos internos, onde o dramatismo apenas é suavizado. Os argumentos de que as escolas se inscrevem em meios socio-económicos distintos, que determinam resultados desiguais (ver a diferença entre, por um lado, litoral centro e norte e, por outro, interior centro e norte e sul do país), são válidos, mas também valem para os alunos individualmente considerados. E nós repetimos essa avaliação, sabendo que na situação de aula os nossos alunos também partem de situações distintas para alcançar resultados desiguais. As escolas, tal como os nossos alunos, são diferentes uns dos outros e partem de circunstâncias que lhes são peculiares e intrínsecas. A avaliação, qualquer avaliação, é sempre um processo demasiado intrusivo e aleatório para poder ser desejado. Mas recusar "ler" os rankings, neste momento, é também recusar interpretá-los.

terça-feira, outubro 05, 2004
 
Berlin Declaration on Open Access to Knowledge in the Sciences and Humanities
Conference on Open Access to Knowledge in the Sciences and Humanities
20 - 22 Oct 2003, Berlin


Berlin Declaration on Open Access to Knowledge in the Sciences and Humanities


Preface

The Internet has fundamentally changed the practical and economic realities of distributing scientific knowledge and cultural heritage. For the first time ever, the Internet now offers the chance to constitute a global and interactive representation of human knowledge, including cultural heritage and the guarantee of worldwide access.

We, the undersigned, feel obliged to address the challenges of the Internet as an emerging functional medium for distributing knowledge. Obviously, these developments will be able to significantly modify the nature of scientific publishing as well as the existing system of quality assurance.

In accordance with the spirit of the Declaration of the Budapest Open Acess Initiative, the ECHO Charter and the Bethesda Statement on Open Access Publishing, we have drafted the Berlin Declaration to promote the Internet as a functional instrument for a global scientific knowledge base and human reflection and to specify measures which research policy makers, research institutions, funding agencies, libraries, archives and museums need to consider.


Goals

Our mission of disseminating knowledge is only half complete if the information is not made widely and readily available to society. New possibilities of knowledge dissemination not only through the classical form but also and increasingly through the open access paradigm via the Internet have to be supported. We define open access as a comprehensive source of human knowledge and cultural heritage that has been approved by the scientific community.

In order to realize the vision of a global and accessible representation of knowledge, the future Web has to be sustainable, interactive, and transparent. Content and software tools must be openly accessible and compatible.


Definition of an Open Access Contribution

Establishing open access as a worthwhile procedure ideally requires the active commitment of each and every individual producer of scientific knowledge and holder of cultural heritage. Open access contributions include original scientific research results, raw data and metadata, source materials, digital representations of pictorial and graphical materials and scholarly multimedia material.

Open access contributions must satisfy two conditions:

(1) The author(s) and right holder(s) of such contributions grant(s) to all users a free, irrevocable, worldwide, right of access to, and a license to copy, use, distribute, transmit and display the work publicly and to make and distribute derivative works, in any digital medium for any responsible purpose, subject to proper attribution of authorship (community standards, will continue to provide the mechanism for enforcement of proper attribution and responsible use of the published work, as they do now), as well as the right to make small numbers of printed copies for their personal use.

(2) A complete version of the work and all supplemental materials, including a copy of the permission as stated above, in an appropriate standard electronic format is deposited (and thus published) in at least one online repository using suitable technical standards (such as the Open Archive definitions) that is supported and maintained by an academic institution, scholarly society, government agency, or other well-established organization that seeks to enable open access, unrestricted distribution, inter operability, and long-term archiving.


Supporting the Transition to the Electronic Open Access Paradigm

Our organizations are interested in the further promotion of the new open access paradigm to gain the most benefit for science and society. Therefore, we intend to make progress by

- encouraging our researchers/grant recipients to publish their work according to the principles of the open access paradigm.

- encouraging the holders of cultural heritage to support open access by providing their resources on the Internet.

- developing means and ways to evaluate open access contributions and online-journals in order to maintain the standards of quality assurance and good scientific practice.

- advocating that open access publication be recognized in promotion and tenure evaluation.

- advocating the intrinsic merit of contributions to an open access infrastructure by software tool development, content provision, metadata creation, or the publication of individual articles.

We realize that the process of moving to open access changes the dissemination of knowledge with respect to legal and financial aspects. Our organizations aim to find solutions that support further development of the existing legal and financial frameworks in order to facilitate optimal use and access.

Governments, universities, research institutions, funding agencies, foundations, libraries, museums, archives, learned societies and professional associations who share the vision expressed in the Berlin Declaration on Open Access to Knowledge in the Sciences and Humanities are therefore invited to join the signatories that have already signed the Declaration.


 
Berlin Declaration on Open Access to Knowledge in the Sciences and Humanities - versão em espanhol
Declaración de Berlín sobre acceso abierto

[El siguiente es el texto de la versión autorizada al español* de la "Declaración de Berlín", aprobada el 22 de octubre de 2003, por representantes de varias instituciones europeas, convocados por la Sociedad Max Planck:]


Prefacio

La Internet ha cambiado fundamentalmente las realidades prácticas y económicas relacionadas con la distribución del conocimiento científico y el patrimonio cultural. Por primera vez en todos los tiempos, la Internet nos ofrece la oportunidad de construir una representación global e interactiva del conocimiento humano, incluyendo el patrimonio cultural, y la perspectiva de acceso a escala mundial.

Quienes firmamos este documento, nos sentimos obligados a considear los retos de la Internet como medio funcional emergente para la distribución del conocimiento. Obviamente, estos desarrollos podrán modificar de manera significativa la naturaleza de hacer la publicación científica, lo mismo que el actual sistema de certificación de la calidad.

En concordancia con el espíritu de la Declaración de la Iniciativa sobre Acceso Abierto de Budapest, la Carta de ECHO y la Declaración de Bethesda sobre Publicación para Acceso Abierto, hemos redactado la Declaración de Berlín para promover la Internet como el instrumento funcional que sirva de base global del conocimiento científico y la reflexión humana, y para especificar medidas que deben ser tomadas en cuenta por los encargados de las políticas de investigación, y por las instituciones científicas, agencias de financiamiento, bibliotecas, archivos y museos.


Metas

Nuestra misión de diseminar el conocimiento será incompleta si la información no es puesta a disposición de la sociedad de manera expedita y amplia. Es necesario apoyar nuevas posibilidades de diseminación del conocimiento, no solo a través de la manera clásica, sino también utilizando el paradigma del acceso abierto por medio de la Internet. Definimos el acceso abierto como una amplia fuente de conocimiento humano y patrimonio cultural aprobada por la comunidad científica.

Para que se pueda alcanzar la visión de una representación del conocimiento global y accesible, la Web del futuro tiene que ser sustentable, interactiva y transparente. El contenido y las herramientas de software deben ser libremente accesibles y compatibles.


Definición de una contribución de acceso abierto

Para establecer el acceso abierto como un procedimiento meritorio, se requiere idealmente el compromiso activo de todos y cada uno de quienes producen conocimiento científico y mantienen el patrimonio cultural. Las contribuciones del acceso abierto incluyen los resultados de la investigación científica original, datos primarios y metadatos, materiales fuentes, representaciones digitales de materiales gráficos y pictóricos, y materiales eruditos en multimedia.

Las contribuciones de acceso abierto deben satisfacer dos condiciones:

1. El (los) autor(es) y depositario(s) de la propiedad intelectual de tales contribuciones deben garantizar a todos los usuarios por igual, el derecho gratuito, irrevocable y mundial de acceder a un trabajo erudito, lo mismo que licencia para copiarlo, usarlo, distribuirlo, transmitirlo y exhibirlo públicamente, y para hacer y distribuir trabajos derivativos, en cualquier medio digital para cualquier propósito responsable, todo sujeto al reconocimiento apropiado de autoría (los estándares de la comunidad continuarán proveyendo los mecanismos para hacer cumplir el reconocimiento apropiado y uso responsable de las obras publicadas, como ahora se hace), lo mismo que el derecho de efectuar copias impresas en pequeño número para su uso personal.

2. Una versión completa del trabajo y todos sus materiales complementarios, que incluya una copia del permiso del que se habla arriba, en un conveniente formato electrónico estándar, se deposita (y así es publicado) en por lo menos un repositorio online, que utilice estándares técnicos aceptables (tales como las definiciones del Acceso Abierto), que sea apoyado y mantenido por una institución académica, sociedad erudita, agencia gubernamental, o una bien establecida organización que busque implementar el acceso abierto, distribución irrestricta, interoperabilidad y capacidad archivística a largo plazo.

Apoyo de la transición al paradigma del acceso abierto electrónico

Nuestras organizaciones tienen interés en la mayor promoción del nuevo paradigma del acceso abierto para obtener el máximo beneficio para la ciencia y la sociedad. En consecuencia, intentamos progresar en este empeño

• estimulando a nuestros investigadores/beneficiarios de ayuda a publicar sus trabajos de acuerdo con los principios del paradigma del acceso abierto.

• estimulando a los depositarios del patrimonio cultural para que apoyen el acceso abierto distribuyendo sus recursos a través de la Internet.

• desarrollando medios y maneras de evaluar las contribuciones de acceso abierto y las revistas electrónicas, para mantener estándares de garantía de calidad y práctica científica sana.

• abogando porque la publicación en acceso abierto sea reconocida como factor de evaluazión para efectos de ascensos y tenencia.

• reclamando el mérito intrínseco de las contribuciones a una infraestructura de acceso abierto mediante el desarrollo de herramientas de software, provisión de contenido, creación de metadatos, o la publicación de artículos individuales.

Nos damos cuenta de que el proceso de desplazarse al acceso abierto cambia la diseminación de conocimiento en lo que respecta a cuestiones legales y financieras. Nuestras organizaciones tienen el propósito de encontrar soluciones que ayuden a un mayor desarrollo de los marcos legales y financieros existentes, con el fin de facilitar óptimo uso y acceso.

 
O press realese da Max Planck Society
MAX PLANCK SOCIETY
Press Release
FP 2003 (21) October 22nd, 2003

Max Planck Society for the Advancement of Science
Press and Public Relations Department


ISSN 0170-4656


Science and Culture Accessible to all Internet Users

"Berlin Declaration on Open Access to Knowledge in the Sciences and Humanities" signed

On Wednesday 22nd October, the President of the Max Planck Society Professor Peter Gruss signed the "Berlin Declaration on Open Access to Knowledge in the Sciences and Humanities" together with representatives from other large, German and international research organizations. The signing of this declaration was preceded by a three-day conference in the Harnack House of the Max Planck Society in Berlin-Dahlem where leading, international experts discussed new ways of accessing scientificknowledge and cultural heritage via the Internet.

For the first time ever, the Internet offers the possibility of making knowledge universally accessible. As a result, publishing practices and the system of quality assurance used thus far in the sciences and the humanities are expected to undergo considerable changes. In signing the "Berlin Declaration", the research organizations advocate consistently using the Internet for scientific communication and publishing. Their recommendations in favor of open access are directed not only at research institutions but also and to the same extent at cultural institutes such as libraries, archives, and museums.

The Berlin Declaration states that, "Establishing open access as a worthwhile procedure ideally requires the active commitment of each and every individual producer of scientific knowledge and holder of cultural heritage". Open access contributions include original scientific research results, raw and metadata as well as source materials and digital representations of pictorial and graphical materials. The authors and right holders grant to all users a free, irrevocable, and universal right of access to these contributions and allow their work to be used, reproduced, or disseminated in digital form (provided correct attribution of authorship or copyright owner is given). Together with supplemental materials and the declaration of the right of use, the complete version of the work is to be made accessible in at least one electronic online archive. Such an archive can be maintained by academic institutions and federal or private organizations that subscribe to the principles of open access to and long-term archiving of publication material.

The signatories of the Berlin Declaration intend to make progress by

• encouraging their researchers or grant recipients to publish their work according to the principles of open access

• encouraging cultural institutions to support open access by providing their resources on the Internet

• developing means and ways to evaluate open access contributions in order to maintain the standards of quality assurance and good scientific practice, and by

• advocating that such publications be recognized in promotion and tenure evaluation.

The "Berlin Declaration" is in accordance with the spirit of the "Bethesda Declaration on Open AccessPublishing" and the "Budapest Open Access Initiative". Both also endorse fundamental changes to the practice of scientific publishing. The "Berlin Declaration" incorporates cultural heritage, a point stemming from the ECHO (European Cultural Heritage Online) initiative, one of the pilot projects supported by the EU Commission. The ECHO-Project involves sixteen partners from nine European countries, which develop solutions to make cultural heritage accessible via the Internet.